23
abr
2015

Por que o preço da gasolina sempre aumenta no Brasil?

Já parou para pensar por que o preço da gasolina apenas aumenta no Brasil? Em outros países, até mesmo naqueles de terceiro mundo, a precificação cresce ou abaixa, enquanto que nos postos nacionais a quantia cobrada do povo que abastece somente cresce.

De fato, há motoristas que querem tunar o carro de modo completo, inclusive na estrutura de motorização, e, não podem, afinal, um automóvel com motor tunado consome bastante combustível. Na prática existem diversas explicações sobre o atual preço da gasolina.

De acordo com uma publicação do Correio Brasiliense, de 23 de janeiro, o Brasil representa um dos poucos países nos quais apenas há aumento no preço dos combustíveis. A matéria foi além, dizendo que os países com economia desenvolvida possuem tendência de abaixar o preço da gasolina para 2015.

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Preço da gasolina no Brasil: cotações

As cotações internacionais de petróleo indicam queda, ao ponto que o Brasil traz clara tendência de aumento nos preços. De acordo com o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz, esta situação permanece porque os outros países fizeram a lição de casa enquanto que o nosso país se esqueceu do processo básico.

Braz indica que há 4 anos os outros países seguiam a precificação de acordo com a cotação internacional do barril de petróleo. Ou seja, quando a tendência era para abaixar ou aumentar quase todas as nações acompanhavam os movimentos, enquanto que brasileiros seguraram preços independente do comportamento no mercado, o que resultou neste grande aumento para 2015.

De fato, no que tange ao combustível, Brasil vive uma inflação de preços em uma hora errada. Na prática, este aumento era para ocorrer aos poucos, com o passar do tempo, e, não de modo repentino, afetando de modo direto as condições financeiras dos brasileiros de classe média.

Para o economista da FGV, enquanto o mundo segue junto com a queda das cotas internacionais, no Brasil ocorre ao contrário, ou seja, aumento desproporcional nos preços, colocando motoristas a beira do colapso nervoso em todos os momentos de reabastecer automóveis.

O dia 1 de janeiro não foi marcado como a data na qual os políticos tomaram posses dos seus cargos, mas sim o dia no qual entrou em vigor o reajuste nos preços da gasolina, afinal, de lá para cá, quase todas as classes sociais reclamam deste problema.

Mercado internacional e royalties

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O preço da gasolina no Brasil apenas aumenta também por causa dos pagamentos do mercado internacional. Por exemplo, antes mesmo de ser explorado o petróleo recém encontrado em Santos, São Paulo, este produto já está sendo vendido nos mercados internacionais, ao ponto inclusive dos senadores disputarem no “tapa” para conquistar maior quantia de royalties (ou seja, dinheiro do pagamento internacional) aos seus Estados.

Neste sentido, enquanto existir este tipo de dependência os preços da gasolina jamais devem diminuir nas terras internacionais. Por outro lado, em outras nações existem inclusive precificação abaixo do que o mercado exige, caso da Venezuela.

Não se pode ignorar que boa parte dos recursos da venda do petróleo ajuda ao país investir em setores como saúde, segurança, educação, etc. Porém, além destes aspectos sociais não terem qualidade no Brasil, o preço da gasolina consegue ficar nas alturas, à média extremamente desproporcional se considerar a renda média do brasileiro.

Álcool na gasolina brasileira

Quando se vê o aumento dos preços do combustível no país o mínimo que se pensa é em qualidade, ou seja, algo caro deve ser qualitativo. Porém, o próprio governo exigiu a piora quando decidiu aumentar a presença de etanol na gasolina, de 25 por cento para 27 por cento, em março de 2015.

Esta é uma clara decisão que serve para favorecer os carros Flex, afinal, quase nada muda para este tipo de motorização. Por outro lado, quem possui veículos importados ou com sistemas mais antigos pode ter consequências ruins ao automotivo.

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A grande parte das oficinas que arruma carros importados nota que aumenta o número de veículos quebrados com motores que funcionam à base de gasolina. Conforme a ANFAVEA (Associação dos Fabricantes de Veículos), a motorização composta por gasolina tem limite de apenas 25% ao etanol, considerando inclusive os modelos novos.

Não se pode ignorar o fato de que a gasolina tipo Premium ainda permanece com o preço antigo, alternativa ao consumidor até os testes do governo acabarem para saber se motores podem sofrer danos com 27 por cento realmente.

Neste sentido, um consumidor que tem carro antigo vai pagar mesmo preço que o motorista de carro importado para abastecer com gasolina especial.

Em termos de diferença, ao usar gasolina com 27% de etanol a potência cai para 2% nos veículos Flex, valor que quase não se sente colocando o pé no acelerador.

Quantia além de 90% dos quase 3 milhões de carros licenciados em 2014 possui motores flex. Por outro lado, ao considerar a frota total que circula nos dias atuais no Brasil inteiro, apenas a metade tem tal sistema, o equivalente em 44 milhões.

Não esqueça de visitar o site da Tuning Parts para comprar acessórios que economizam combustível do carro, como o filtro de ar esportivo, por exemplo – fique precavido contra os constantes aumentos no preço da gasolina.


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